Filipe Barros defende aumento de pena e prisão de segurança máxima para condenados por feminicídio

  • 03/09/2026
(Foto: Reprodução)
Filipe Barros fala sobre suas propostas no MDPR O candidato ao Senado pelo Paraná Filipe Barros (PL) afirmou que defende o aumento das penas para condenados por feminicídio e o cumprimento das sentenças em presídios de segurança máxima. Assista acima. "Defendo dois pontos. Primeiro, a prevenção e fortalecimento da família, a conscientização por meio da educação e das escolas. Segundo ponto é de aumentar a pena para quem comete feminicídio. É é inadmissível um homem praticar um crime contra uma mulher e, aqui no Paraná, quem cometer vai para presídio de segurança máxima", afirmou. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A declaração do candidato foi feita nesta quinta-feira (3) durante entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Nesta semana, o jornal realiza uma série de entrevistas com os candidatos mais bem posicionados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest. A ordem foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes dos candidatos. O tempo estipulado para a entrevista é de 30 minutos. 🗓️ Na sexta-feira (4), Cristina Graeml (PSD) será a última entrevistada da série do Meio-Dia Paraná com os candidatos ao Senado. A rodada teve início com Alexandre Curi (Republicanos), seguido de Gleisi Hoffmann (PT ) e Deltan Dallagnol (Novo). Durante a entrevista, Filipe também respondeu a perguntas sobre: Divergências passadas com Sergio Moro e a atual aliança política; Mudanças de posicionamento político ao longo da carreira; Combate à corrupção e a relação com a direção nacional do PL; Uso de recursos do fundo partidário; Fim da escala 6x1; Impeachment de ministros do STF; Tarifaço dos EUA; Segurança e mortes nas rodovias do Paraná; Maioridade penal. Filipe Barros, candidato ao Senado pelo Paraná Manuella Mariani/RPC Veja o que disse o candidato sobre cada tema Na entrevista, Filipe Barros foi relembrado de que, em 2022, fez declarações contra Sergio Moro, quando o classificou como uma pessoa sem caráter. Questionado sobre a atual aliança política entre os dois, ele respondeu que decidiu deixar as divergências do passado para trás em nome de um projeto para o Paraná. Segundo ele, integrantes da coligação optaram por não "olhar pelo retrovisor" e concentrar esforços na construção de um futuro para o estado. Questionado se as mudanças de posicionamento em relação a aliados políticos poderiam gerar desconfiança no eleitorado, Filipe Barros afirmou que sempre foi transparente em relação às pautas e bandeiras que defende e que nunca abriu mão dos próprios princípios e valores. Na entrevista, Barros foi questionado sobre o fato de o PL ser presidido por Valdemar Costa Neto, condenado no passado por corrupção. Em resposta, afirmou que o dirigente reconheceu os erros cometidos e cumpriu a pena imposta pela Justiça. O candidato também declarou ser grato a Valdemar por ter aberto espaço para Jair Bolsonaro no partido. Sobre o fim da escala 6x1, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e que foi votada e aprovada na quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Filipe Barros afirmou ser favorável à mudança por entender que ela permite maior convivência familiar, mas defende que a medida deve vir acompanhada de redução da carga tributária, diminuição do tamanho da máquina pública, desburocratização da economia e estímulos à geração de empregos e renda. Questionado sobre a defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato disse que é favorável à medida em casos de abuso de poder. Disse também que defende uma reforma do Poder Judiciário, incluindo mudanças nos critérios para indicação ao STF como, por exemplo, idade mínima e experiência prévia na magistratura. Ao ser questionado sobre os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre setores da economia paranaense, Filipe Barros afirmou que manteve diálogo com parlamentares norte-americanos durante viagens a Washington. Segundo ele, o governo Lula falhou na interlocução com autoridades dos Estados Unidos e não construiu os canais de diálogo necessários para defender os interesses brasileiros. Questionado sobre o recebimento de R$ 3,8 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, apesar de declarações anteriores contrárias ao uso de recursos públicos em campanhas eleitorais, o candidato afirmou continuar sendo contra o modelo atual e que a legislação deve voltar a permitir doações privadas de pessoas físicas, desde que acompanhadas por mecanismos de transparência e fiscalização. O candidato também foi questionado sobre medidas para reduzir o número de mortes nas rodovias. Ele respondeu que defende o aumento das penas para crimes de trânsito e uma fiscalização mais rigorosa das concessionárias responsáveis pelas estradas. Disse também que defende investimentos em ferrovias e o uso de tecnologias de monitoramento, como câmeras integradas às forças de segurança. Questionado sobre a redução da maioridade penal, o candidato afirmou ser favorável à mudança para 16 anos e declarou que votará favoravelmente à proposta caso ela seja analisada pelo Senado e ele seja eleito. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/eleicoes/2026/noticia/2026/09/03/entrevista-senado-candidato-filipe-barros-rpc.ghtml


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